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Artigos

01/12/2011

Tristeza não é Doença

Depois da palestra que fiz no Centro-Oeste recebi a visita de uma empresária dizendo estar insatisfeita com seu negócio e perguntando se eu tinha alguma dica para dar a ela, pois pretendia mudar de ramo, fazer outra coisa.

De pronto perguntei:

- O que está acontecendo? Existe alguma razão especial que te motiva a fazer outra coisa?

Descobri, no decorrer da conversa, que não se tratava de problemas financeiros, muito pelo contrário, sua empresa é bem rentável. Disse-me ela: “O problema é que me enchi com o ramo de comércio”. Ela falou ainda que não sabia direito, mas estava passando por um momento de insatisfação, de melancolia, de tristeza.

Sei que muitos de nós já passamos por momentos como esse, momentos de insatisfação, momentos de altos e baixos. Algumas vezes nos entusiasmamos, outras nos decepcionamos, nos entristecemos. Quando isso acontece comigo, sei que não tem nada de errado em ficar triste. E sei também que eu não posso achar que na vida tudo é alegria, que tudo pode ser perfeito, pois estarei me enganando.

Parece-me que ficar triste virou doença e alguns “médicos” estão exagerando e receitando antidepressivos sem mesmo antes ter um diagnóstico definitivo. Alguns estão achando que ficar triste e insatisfeito com a família, com o negócio, com a religião, com o emprego já é motivo para remediar. Talvez seja apenas um mau momento e, quem sabe, pode ser resolvido com uma semanada de férias ou até mesmo com uma boa noite de sono.

Talvez a música Não fuja da dor, do Grupo Skank resuma minha ideia: “Querer sentir a dor, não é uma loucura, fugir da dor é fugir da própria cura”.

É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre a dor?

Beto Colombo

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