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Artigos

28/10/2013

O Desperdício e a Regra 80-20

O Desperdício e a Regra 80-20

Querido leitor. Vilfredo Pareto, um economista italiano, ao estudar os padrões de renda e riqueza, descobriu que qualquer que fosse o país ou o período de tempo, o padrão de desequilíbrio previsível era o mesmo, ou seja, cerca de 80% do dinheiro é para 20% das pessoas. E isso vale para diversos setores da economia e também para o nosso dia a dia como o desperdício, tema desse artigo de hoje.

Podemos conceituar que desperdício seja “a diferença entre as coisas que compramos e as coisas que usamos”. Talvez, desperdício também sejam todas as coisas que compramos e depois ficam paradas acumulando poeira.

Se fizermos uma reflexão sobre o que comprova Pareto com a regra 80/20 então 80% do que compramos fica acumulando poeira ou é desperdiçada. Isso vale para alimentos como frutas, verduras, vale para móveis, roupas. Eu sei, eu sei que há exceções apenas exceções, a regra permanece, já que em toda regra há exceções. Por isso ela é regra, se não seria verdade absoluta, não seria regra, não é mesmo?

Será que você que me ouve se encaixa na regra ou na exceção?

Pense comigo e avalie quantos por cento das roupas do seu guarda roupa você usa? A regra diz que 20% das nossas roupas são usadas 80% do tempo. Onde você que me ouve se encaixa? E sobre frutas, verduras, pão?

E nas empresas, se 80% das vendas são concentradas em 20% dos produtos, dos projetos? Se 20% dos vendedores fazem 80% das vendas e se 20% dos clientes compram 80% da produção? Mais: 80% das perdas estão relacionadas com 20% dos inadimplentes? No que nos concentramos?

Esse princípio é para ser levado a sério. Já pensou quanto tempo economizaríamos se nos concentrássemos nesses 20% ao invés de desperdiçarmos com os 80%?

O princípio oitenta/vinte pode ser a chave para controlar nossos desperdícios. A maior parte do que fazemos tem resultados insignificantes, pois de 100%, apenas 20% tem grande importância. Parece-me que perdemos muito tempo e dinheiro em nossas vidas dando importância àquilo que não merece tanta importância. A sabedoria popular nos alerta quando diz que a maioria de nós “perde muito tempo controlando as formigas e não enxerga a passagem dos elefantes”.

Se você, como eu, também se identificou, que tal pensarmos então na nossa casa, no nosso trabalho, o que realmente importa e que tal começar a esvaziar nossa mochila? Para algumas pessoas, se elas parassem de perder tempo com 80% que podem ser de futilidades e que nos controlam e concentrarem-se nos 20% que são essenciais, talvez, assim, poderiam surgir grandes transformações.

Lembrando que isso é assim para mim hoje.

Beto Colombo

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