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Artigos

08/04/2013

Joio e Trigo

Joio e Trigo

Querido leitor, provavelmente o leitor sabe que venho de uma família com forte influência religiosa, a católica. Por conta disso, fui membro de grupo de jovens, comunidade eclesiais de base, ministro da palavra, fiz celebrações, participei de movimentos de casais e até fiz Teologia. Uma grata experiência.

Por conta disso, tem uma parábola que quero trazer a luz do nosso programa neste dia, trata-se da parábola do joio e do trigo, encontrada em Mateus 13:24-30. Diz a mensagem do Livro Sagrado: “Um homem plantou sementes no seu campo, mas o inimigo plantou joio no mesmo campo. Uma vez que o trigo e o joio começaram a crescer juntos, os servos sugeriram que arrancassem o joio. O dono da casa não os deixou tirar o joio. Ele deixou o joio crescer junto com o trigo até a colheita, quando o trigo foi recolhido e o joio foi queimado”.

Ouvi muitas versões sobre o joio e o trigo. Que devemos separar um do outro, o bem do mal. Que temos que ter paciência com o joio e na hora certa queimá-lo. São formas de ver, jeitos de analisar, maneiras de interpretar a parábola. Uma coisa hoje tenho claro: o significado do que está escrito não está óbvio, está por trás das palavras, está nas entrelinhas.

Neste sentido, já nos altos dos meus quase 50 anos, hoje interpreto de mais uma forma, além dessas já colocadas. A parábola do joio e do trigo me faz refletir sobre a ideia de que eles sempre existiram e sempre vão existir, fazem parte da natureza e da vida. Tanto o joio quanto o trigo.

Talvez a sabedoria não esteja em bombardear inimigos, cortar mãos, jogar bombas em presídios como dizem alguns, diminuir a idade penal, ou ainda estipular a pena de morte. De repente, saber conviver com este joio, respeitá-lo, teremos mais e mais abundância em trigo e, quem sabe, se cuidarmos desde cedo da semente, um dia ele se transforme, sim se transforme em trigo. Por que não?

Lembrando que isso é assim para mim hoje. E você, o que pensa da parábola do joio e do trigo?

Beto Colombo

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