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Artigos

19/04/2013

Blowing in the Wind

Blowing in the Wind

Querido leitor, Bob Dylan, cantor e compositor norte-americano, lançou em 1963 uma das mais belas músicas que a arte já criou. Trata-se de Blowing in the Wind.

Canta Bob Dylan: “Quantas estradas precisará um homem andar, antes que possam chamá-lo de homem? Sim e quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar, antes que ela possa descansar na praia? Quantas vezes precisará as balas de canhão voar, até serem para sempre abandonadas? Para toda pergunta, há uma resposta, que para o cantor é: “A resposta, meu amigo, está soprando no vento, a resposta está no ar”.

Seu hino de protesto fala sobre ecologia, simplicidade, sonho e futuro: “Quantas vezes precisará um homem olhar para cima, até poder ver o céu? Sim e quantos ouvidos precisará um homem ter, até que ele possa ouvir o povo chorar? E quantas mortes custará até que ele saiba que gente demais já morreu?”. Para Dylan, “a resposta meu amigo está soprando no vento”.

Em seu jogo filosófico de palavras, já no terceiro parágrafo, o cantor norte-americano continua com seus questionamentos: “Quanto tempo pode existir uma montanha, antes que ela seja levada pelo mar? Sim e quantos anos podem algumas pessoas existir, até que sejam permitidas a serem livres? Quantas vezes pode um homem virar sua cabeça e fingir que ele simplesmente não vê?”... “A resposta meu amigo está no ar”...

Aqui nesse espaço, mais do que respostas, sempre procuramos fazer perguntas, pois para mim, estas, as perguntas, nos fazem movimentar, ir além; já aquelas, as respostas, talvez nos deixem acomodados. Numa música com nove perguntas, ele chega ao final e nos sugere a saída: “A resposta meu amigo está soprando no vento”... A resposta, meu amigo? A resposta está no ar.
Baseado em Bob Dylan, isso é assim para mim hoje. E você, onde pensa que podem estar as repostas?

Beto Colombo

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