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Artigos

24/04/2013

As janelas de minha alma

As janelas de minha alma

Houve um tempo em que pensei que entender a vida fosse algo mais simples: bastaria amar e respeitar o próximo e tudo ficaria bem. Mas, hoje, passados alguns anos, tenho me dado conta de como o ser humano é complexo e de como minhas respostas são tão insuficientes. Ou como já dizia alguém: “quando encontrei respostas para as minhas perguntas, mudaram-se as perguntas”. Parece que assim é a vida: uma busca constante do sentido das coisas.

Hoje sinto-me levado a filosofar um pouco sobre as janelas de minha alma.

Minha alma tem, pelo menos, quatro janelas diferentes. A primeira janela é feita por aquilo que eu sei de mim e ao mesmo tempo permito que os outros também saibam. Nessa janela de minha alma eu sou muito livre, sincero, transparente, me conheço e permito que os outros também possam ter acesso à maior parte daquilo que eu sou.

A segunda janela de minha alma é constituída por aquilo que eu sei de mim, mas não permito que os outros saibam. Ali estão guardados os meus segredos mais íntimos em que talvez até hoje ninguém os conheça; na melhor das hipóteses alguém de muita confiança e amizade é quem tem acesso a essa janela.

Na terceira janela de minha alma acontece algo curioso: as pessoas ao redor percebem coisas de minha personalidade as quais eu não me dou conta, ou seja, não tomo consciência delas. São coisas que as pessoas observam em mim, mas que eu próprio as desconheço. Por isso é importante que eu esteja com o coração aberto às pessoas, pois, observações sinceras delas sobre mim, podem me ajudar a descobrir melhor quem sou eu.

E por fim, a quarta janela de minha alma talvez seja a mais misteriosa: nem eu me conheço, nem os outros me conhecem. São coisas que eu faço e depois fico me perguntando “como fui capaz de fazer aquilo”?! Nem eu entendo bem o porquê e nem os outros. O apóstolo Paulo tinha uma frase em que expressava um pouco esta perplexidade ao dizer: “Às vezes não faço o bem que quero e acabo fazendo o mal que não queria”. Mas, em outra oportunidade o mesmo Paulo diz: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.

Todas essas e outras janelas fazem parte de minha alma. Penso que, quanto mais habitar em mim a dimensão da primeira janela, mais feliz eu serei. Isso é assim para mim. E para você, estimado leitor(a), quantas janelas há em sua alma?

Giovani Alberton Ascari

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